Percevejo marrom asiático no Brasil ameaça mais de 170 plantas cultivadas e agrava problema sem predadores naturais

Helena Rosas do Deserto
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Helena Rosas do Deserto
Sou Helena Maria, CultivoRosas do Desertohá 14 anos, sou formada em Paisagismo, e tenho muito carinho pelas Rosas do Deserto, Decidi criar esse blog para compartilhar...
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Sem predadores naturais, percevejo marrom asiático se torna ameaça séria para agricultura e população urbana no Brasil, afetando plantas e causando incômodo

O percevejo marrom asiático, espécie invasora originária do leste da Ásia, provoca preocupação crescente no Brasil ao atacar mais de 170 espécies de plantas cultivadas e ornamentais. Sem seus predadores naturais na nova região, o inseto se multiplica rapidamente, causando prejuízos agrícolas e desconforto à população especialmente no outono, quando busca abrigo em casas e estabelecimentos comerciais. Conforme informação divulgada pelo g1, pesquisadores alertam sobre a expansão da praga em diversas cidades brasileiras, incluindo pontos do litoral paulista e do Rio de Janeiro.

Este inseto, conhecido cientificamente como Erthesina fullo, difere dos percevejos verdes nativos controlados pelo equilíbrio ecológico. Sua coloração marmorizada em tons de marrom e cinza confere-lhe aspecto inofensivo dentro de ambientes urbanos, mas no campo seu impacto é devastador, comprometendo a produtividade de plantas frutíferas e ornamentais. A rápida multiplicação da espécie representa um desafio significativo à agricultura e à saúde pública devido às picadas que provoca.

Casos recentes evidenciam o problema: no litoral paulista, exemplares foram encontrados na Baixada Santista, principalmente em Santos, possivelmente transportados por navios em contêineres. No Rio de Janeiro, uma infestação em bares do centro urbano levou ao uso emergencial de cadeiras e mesas de plástico, após relatos de picadas causarem coceira, manchas e reações alérgicas em clientes. Essas ocorrências sinalizam a necessidade urgente de medidas de controle e prevenção.

Identificação, comportamento e risco para a população e agricultura

O percevejo marrom asiático mede entre 5 e 7 milímetros, tem corpo oval e achatado, e se alimenta das plantas, ao contrário de muitos percevejos hematófagos que sugam sangue. Cada fêmea pode botar até 500 ovos ao longo da vida, enquanto calor e umidade aceleram sua reprodução. Ele prefere locais escuros, quentes e pouco ventilados, como frestas de móveis e ambientes domésticos, o que favorece sua sobrevivência nas casas brasileiras, sobretudo durante as temperaturas mais amenas do outono.

Embora suas picadas não sejam venenosas, elas podem causar coceira intensa, vermelhidão e inchaço. Pessoas alérgicas podem sofrer reações mais graves, demandando atendimento médico com uso de antialérgicos e corticosteróides. Para tratar as picadas, recomenda-se lavar bem a área afetada, aplicar anti-histamínicos e evitar coçar.

Impacto econômico e ambiental no Brasil

Com um número impressionante de plantas atacadas, o percevejo ameaça lavouras de diferentes culturas brasileiras e espécies ornamentais, ocasionando perdas econômicas significativas. A ausência de predadores naturais no país facilita sua rápida disseminação e dificulta o controle tradicional realizado pelo equilíbrio da fauna local. A origem asiática do inseto e o transporte internacional via navios indicam que sua introdução ocorreu inadvertidamente, o que demanda ações especializadas para evitar a expansão.

Medidas de prevenção e controle recomendadas

Para frear a proliferação, especialistas indicam medidas simples e eficazes, como o selamento de frestas em móveis e o uso de óleos essenciais de hortelã-pimenta, lavanda, árvore do chá e capim-limão como repelentes naturais aplicados em sprays nas malas e móveis. A lavagem frequente de roupas de cama, cortinas e roupas pessoais em água quente e a secagem em máquinas acima de 50 graus também ajudam a eliminar os percevejos.

A aspiração do colchão e dos arredores da cama e o armazenamento de malas e mochilas em sacos plásticos figuram entre as recomendações para quem enfrenta infestações. Importante lembrar que percevejos podem ser confundidos com pequenos insetos como baratas de livros e ácaros, mas apresentam comportamento e alimentação distintos, facilitando sua identificação. Caso haja infestações graves, o ideal é buscar tratamentos químicos e profissionais especializados.

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Sou Helena Maria, CultivoRosas do Desertohá 14 anos, sou formada em Paisagismo, e tenho muito carinho pelas Rosas do Deserto, Decidi criar esse blog para compartilhar dicas e ensinamentos sobre como fazer Rosas do Deserto Florir.
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