Seminário da UFMS e feira em Campo Grande destacam importância das plantas alimentícias nativas do Cerrado e Pantanal para a sociobioeconomia local

Helena Rosas do Deserto
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Helena Rosas do Deserto
Sou Helena Maria, CultivoRosas do Desertohá 14 anos, sou formada em Paisagismo, e tenho muito carinho pelas Rosas do Deserto, Decidi criar esse blog para compartilhar...
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Seminário gratuito em Campo Grande reúne ciência e comunidades para fortalecer a valorização das plantas alimentícias nativas do Cerrado e Pantanal

Com o objetivo de destacar as plantas alimentícias nativas do Cerrado e do Pantanal e sua importância sociobioeconômica, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) promove no dia 12 de dezembro o Seminário de Valorização destas espécies. A partir das 13h30, o auditório do Instituto de Biociências (Inbio), no setor 1 da UFMS, vai receber estudantes, profissionais e representantes das comunidades que desenvolvem a produção dessas plantas essenciais para a cultura local e os sistemas alimentares sustentáveis.

A programação do evento, que terá entrada gratuita, destaca o trabalho consolidado em 2025, ano em que foram realizadas oficinas em escolas, edição do Boletim Sabores e o 15º Curso de Plantas Alimentícias do Cerrado e do Pantanal. Além disso, pretende aproximar a ciência dos saberes tradicionais de agricultoras, agricultores familiares, quilombolas, extrativistas e povos indígenas, fortalecendo o diálogo sobre a conservação e valorização das espécies nativas.

Essas informações são baseadas em nota oficial divulgada pela UFMS.

Contexto e objetivos do seminário

A professora do Instituto de Biociências, Ieda Bortolotto, enfatiza que o evento representa um esforço coletivo e transdisciplinar para promover a valorização das plantas alimentícias típicas das regiões do Cerrado e Pantanal. O seminário oferece oportunidades de formação e experiências para estudantes e profissionais de diversas áreas, incentivando o desenvolvimento de projetos que beneficiem a sociedade.

A professora Raquel Campos, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição, destaca a importância da roda de conversa sobre sociobioeconomia, que será feita com a participação direta das comunidades tradicionais. Para Raquel, a valorização das pessoas do campo e o reconhecimento dos alimentos saudáveis produzem impacto positivo, resgatando a cultura e identidade de Mato Grosso do Sul, além de fortalecer a conservação dos biomas locais e o desenvolvimento territorial.

Diálogo com as comunidades e apoio à conservação

Conforme ressaltado por Ieda Bortolotto, a roda de conversa busca mostrar o trabalho realizado por essas comunidades, que investem seus conhecimentos, práticas e experiências na conservação das plantas nativas dos biomas sul-mato-grossenses. O evento pretende facilitar um diálogo aberto para que ciência e tradições se complementem, além de fortalecer o incentivo a políticas públicas que apoiem esses processos sustentáveis.

Feira Científico-Cultural reúne produtos e artesanato das comunidades

Na parte da noite, das 18h às 22h, o seminário realiza a Feira Científico-Cultural de Sabores e Artes na Praça Brasilina de Aguiar, bairro Caiçara, em Campo Grande. Destaque para a parceria com a Feira do Baobá – Arte, Cultura e Economia, que expõe alimentos produzidos, artesanato e objetos de arte indígena. Essa ação aproxima o público das riquezas culturais e naturais do Cerrado e Pantanal, fortalecendo o reconhecimento socioeconômico dos povos e produtores locais.

Parcerias e financiamento para fortalecer o projeto

O evento é organizado em parceria com a Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal – Ecologia e Ação (Ecoa), o Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (Ceppec) e a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer). Recebe ainda apoio financeiro do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, do programa Alimento no Prato, da Universidade Federal de Goiás e da Fundação RTVE.

Essa iniciativa demonstra o compromisso das instituições e comunidades na valorização sustentável das espécies nativas, fortalecendo a economia local e a conservação dos importantes biomas sul-mato-grossenses.

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Sou Helena Maria, CultivoRosas do Desertohá 14 anos, sou formada em Paisagismo, e tenho muito carinho pelas Rosas do Deserto, Decidi criar esse blog para compartilhar dicas e ensinamentos sobre como fazer Rosas do Deserto Florir.
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